A administração municipal conseguiu criar mais uma polêmica, com a publicação do contrato com a empresa DOUAT CIA TEXTIL, para fornecimento de uniformes escolares, ao custo astronômico de quase R$ 15 milhões, um exagero, a se considerar que a rede pública municipal tem 36 mil alunos. Por uma conta simples de aritmética, é o mesmo que gastar mais de R$ 400 para uniformizar cada estudante.
Para poder direcionar suas ações, o vereador Luis Carlos Romnazzini (PT) apresentou requerimento na última sessão ordinária, tentando obter informações mais detalhadas sobre o contrato, mas a maioria governista dos vereadores rejeitou o pedido de informações, mais uma vez, numa tentativa de deixar a população e os agentes públicos às cegas, sem informações que permitam saber, com detalhes, como é gasto o dinheiro público.
No requerimento, o vereador Romazzini explica: “Mais uma vez contratos da atual administração são duramente criticados e expostos à execração pública pelos valores elevados. Mais uma vez a administração patina em explicações não convincentes, deixando clara certeza que a sociedade Guarujaense está pagando muito por produtos e serviços que mesmo sendo necessários não justificam a sanha gastadeira e sem critérios”.
E segue: “Mais uma vez, também, os gestores procuram ao invés de explicarem seus atos, como de costume nos regimes democráticos, desqualificar aqueles que única e exclusivamente estão preocupados com o destino do dinheiro público”.
No requerimento apresentado e rejeitado pela bancada da prefeita, Romazzini pedia à prefeita e à secretaria de Educação, que fossem fornecidas cópias de todo o processo de licitação, uma peça de cada item adquirido e outras informações sobre o assunto.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Artigo - Panetones fora de época
Quase aos cinqüenta, posso dizer que já vi muita coisa. Nada de muito ou de tudo o nada. Não sei se creio ou descreio. Paradigmas, eu já perdi faz tempo. Só o tempo e suas armadilhas, que não me comovem, mas me movem a ver o outro lado, o lado de sempre. Da mesmice avacalhada, das mesmas caras, mesmas posturas, cinismos e falta de composturas.
Sou da geração desgraça, do choque do petróleo e da Aids. Do fim da lealdade e do consumismo. Acredito já ter visto, ouvido e sentido. Sou da geração Big Brother total e invertido, pois a obra de George Orwell (1984) mirava no socialismo, mas são os dramas do capitalismo que estão nos levando à câmeras por todos os lados. Para conter a violência, para registrar taras, para chantagens. Enfim, não é mais o clique da foto, mas a filmagem, pronta, fria, incontestável, a gerar teorias conspiratórias.
O caso do “mensalão” de Brasília é um misto de tudo. Tem panetone, tem pastor orando pelo mensageiro da corrupção que lhe trouxe os caraminguás, tem dinheiro na meia, na cueca, na bolsa, um “Pour Pourri” de modos, jeitos e trejeitos para agasalhar o vil metal. As desculpas, então, são de uma criatividade de roteiro cinematográfico. Esfarrapadas sim, mas trazem uma certeza: nada como um dia atrás do outro, com uma noite no meio para amar, tramar, conspirar. Enfim, o inexorável tempo é o templo da absolvição de todos. Literalmente
O personagem central, desta vez, é o mesmo que um dia chorou e jurou pelos próprios filhos que não fraudara o painel do Senado. Depois, voltou atrás e confessou a própria mentira. E, pela franqueza, deram-lhe um mandato de Deputado Federal. Logo depois, o Governo do Distrito Federal. Até sobraria a indagação: de quem é a culpa? De eleitos ou eleitores?
Há uma letra de samba que diz: “se gritar ‘pega ladrão’, não fica um meu irmão”. Parece ser o caso de Brasília, pois toda a linha sucessória esta no visgo da corrupção. Confesso que desejo, aos cem anos, ter visto muito mais do que já vi até agora. Perdoem-me a licença poética, mas já vi ex-negro (Michael Jackson); ex-anões, pois em Cuba já implantam ossos que esticam o cidadão em até trinta centímetros; já há religiões em que o cerne é o depoimento, entre tantos que se dizem ex-gays. Agora, meu irmão, só vivendo muito para ver um ex-corrupto. Por enquanto, Deus nos Arruda. Com panetone e tudo.
Sou da geração desgraça, do choque do petróleo e da Aids. Do fim da lealdade e do consumismo. Acredito já ter visto, ouvido e sentido. Sou da geração Big Brother total e invertido, pois a obra de George Orwell (1984) mirava no socialismo, mas são os dramas do capitalismo que estão nos levando à câmeras por todos os lados. Para conter a violência, para registrar taras, para chantagens. Enfim, não é mais o clique da foto, mas a filmagem, pronta, fria, incontestável, a gerar teorias conspiratórias.
O caso do “mensalão” de Brasília é um misto de tudo. Tem panetone, tem pastor orando pelo mensageiro da corrupção que lhe trouxe os caraminguás, tem dinheiro na meia, na cueca, na bolsa, um “Pour Pourri” de modos, jeitos e trejeitos para agasalhar o vil metal. As desculpas, então, são de uma criatividade de roteiro cinematográfico. Esfarrapadas sim, mas trazem uma certeza: nada como um dia atrás do outro, com uma noite no meio para amar, tramar, conspirar. Enfim, o inexorável tempo é o templo da absolvição de todos. Literalmente
O personagem central, desta vez, é o mesmo que um dia chorou e jurou pelos próprios filhos que não fraudara o painel do Senado. Depois, voltou atrás e confessou a própria mentira. E, pela franqueza, deram-lhe um mandato de Deputado Federal. Logo depois, o Governo do Distrito Federal. Até sobraria a indagação: de quem é a culpa? De eleitos ou eleitores?
Há uma letra de samba que diz: “se gritar ‘pega ladrão’, não fica um meu irmão”. Parece ser o caso de Brasília, pois toda a linha sucessória esta no visgo da corrupção. Confesso que desejo, aos cem anos, ter visto muito mais do que já vi até agora. Perdoem-me a licença poética, mas já vi ex-negro (Michael Jackson); ex-anões, pois em Cuba já implantam ossos que esticam o cidadão em até trinta centímetros; já há religiões em que o cerne é o depoimento, entre tantos que se dizem ex-gays. Agora, meu irmão, só vivendo muito para ver um ex-corrupto. Por enquanto, Deus nos Arruda. Com panetone e tudo.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
A pobre boneca e o profeta Forte
Artigo do Prof. Romazzini publicado no Jornal do Guarujá, na edição de 28 de novembro de 2009. (Clique na imagem para ampliá-la)
sábado, 31 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Artigo - As árvores e a vida
Dos tempos de guri, me sobraram as lembranças das árvores lá do sitio de meu avô. Tinha umas mangueiras ao lado do carreador, eram baixas e, de tão frondosas, nada florescia sob suas sombras, apenas uns gambás que escolhiam suas forquilhas para fazerem seus ninhos. Em nosso quintal tinha uma farinha seca, como tantas que se vê nas margens das rodovias no oeste paulista. São diferentes. Suas minúsculas folhas permitem a entrada dos raios-de-sol. Mesmo embaixo tudo floresce, que ao longe podemos vê-las. São altas, esguias e belas.
Creio que as árvores têm vida. Em meus devaneios, chego a pensar que elas têm almas, pois na vida muitos de nós somos tal qual as árvores, quanto mais frondosos, mais sufocantes com nossos filhos, de sorte que raros são aqueles poderosos, cujos filhos não se tomam santas nulidades. Na política, nas artes, na imprensa, no futebol, sempre o nepotismo rola solto, mas não há tatu que agüente ver um pai tentando forçar seu filho a ser uma extensão de sua própria vida.
Em São Paulo, tivemos Adhemar de Barros, uma das maiores raposas da política, porém, seu filho Adhemarzinho, com muito custo, tornou-se um simples e apagado deputado, do qual muitos repetiam o vaticínio do próprio pai: "esse não é do ramo".
Perpetua-se, no Brasil, a praga do pai rico, filho nobre e neto pobre. Basta que olhemos os fundadores da poderosa FIESP. Quantas fortunas desapareceram, cujos sobrenomes muitas das vezes só são lembrados nas ocorrências fúnebres ou policiais. Suas fortunas viraram pó, antes que os próprios ossos, nos famosos cemitérios da paulicéia desvairada.
Precisamos escolher qual o tipo de árvores queremos ou estamos sendo. O sol brilha todo dia, lindo, gratuito e gracioso, nos desafia, nos faz transpirar, nos amedronta e inspira. Nos faz até mesmo buscar sombras e escolher caminhos. Pode até ser escaldante, mas nunca sufocante.
Precisamos fazer com que nossas gerações sintam os raios do sol, não se sintam abrigados de tudo, todo o tempo. Precisam saber que nas sombras nada floresce, que entre as mangueiras e as farinhas secas, há sempre uma disputa por um lugar ao sol. O sol que faz a fotossíntese nas plantas faz também em nossas almas.
É o antídoto perfeito contra a acomodação, contra o marasmo, contra aqueles que ficam nos versos "deixa a vida me levar", pois, quem é guiado pelo vai da vida, jamais construirá seu próprio destino. Sejamos, pois, mais farinhas secas e menos mangueiras, em que pese uma dar frutos e a outra não. Afinal, a possibilidade de colher frutos alheios é o mais curto caminho para a cobiça, a avareza e a insignificância.
Luis Carlos Romazzini
Creio que as árvores têm vida. Em meus devaneios, chego a pensar que elas têm almas, pois na vida muitos de nós somos tal qual as árvores, quanto mais frondosos, mais sufocantes com nossos filhos, de sorte que raros são aqueles poderosos, cujos filhos não se tomam santas nulidades. Na política, nas artes, na imprensa, no futebol, sempre o nepotismo rola solto, mas não há tatu que agüente ver um pai tentando forçar seu filho a ser uma extensão de sua própria vida.
Em São Paulo, tivemos Adhemar de Barros, uma das maiores raposas da política, porém, seu filho Adhemarzinho, com muito custo, tornou-se um simples e apagado deputado, do qual muitos repetiam o vaticínio do próprio pai: "esse não é do ramo".
Perpetua-se, no Brasil, a praga do pai rico, filho nobre e neto pobre. Basta que olhemos os fundadores da poderosa FIESP. Quantas fortunas desapareceram, cujos sobrenomes muitas das vezes só são lembrados nas ocorrências fúnebres ou policiais. Suas fortunas viraram pó, antes que os próprios ossos, nos famosos cemitérios da paulicéia desvairada.
Precisamos escolher qual o tipo de árvores queremos ou estamos sendo. O sol brilha todo dia, lindo, gratuito e gracioso, nos desafia, nos faz transpirar, nos amedronta e inspira. Nos faz até mesmo buscar sombras e escolher caminhos. Pode até ser escaldante, mas nunca sufocante.
Precisamos fazer com que nossas gerações sintam os raios do sol, não se sintam abrigados de tudo, todo o tempo. Precisam saber que nas sombras nada floresce, que entre as mangueiras e as farinhas secas, há sempre uma disputa por um lugar ao sol. O sol que faz a fotossíntese nas plantas faz também em nossas almas.
É o antídoto perfeito contra a acomodação, contra o marasmo, contra aqueles que ficam nos versos "deixa a vida me levar", pois, quem é guiado pelo vai da vida, jamais construirá seu próprio destino. Sejamos, pois, mais farinhas secas e menos mangueiras, em que pese uma dar frutos e a outra não. Afinal, a possibilidade de colher frutos alheios é o mais curto caminho para a cobiça, a avareza e a insignificância.
Luis Carlos Romazzini
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Romazzini prestigia Formatura no Camp-Guarujá
Prof. Romazzini prestigou a belíssima Formatura da Primeira Turma de Aprendizes 2009 do Centro de Formação Profissional Camp - Guarujá, no Ginásio Guaibê.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
II Encontro da Mensagem na Capital
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No dia 4 de julho de 2009, ocorreu em São Paulo o II Encontro da Mensagem, onde o Profº Romazzini fez uma brilhante demonstração de democracia, comentando sobre o serviço militar obrigatório.
No dia 4 de julho de 2009, ocorreu em São Paulo o II Encontro da Mensagem, onde o Profº Romazzini fez uma brilhante demonstração de democracia, comentando sobre o serviço militar obrigatório.
Audiência Pública - Fundação Casa
A comissão de assuntos relevantes, convocou no dia 3 de julho de 2009, uma audiência pública com os representantes da Fundação casa, o Sr. Promotor da infância e juventude de Guarujá, e toda a sociedade guarujaense, para discutir a elegibilidade e o grau de segurança que oferece a entidade para os municipes.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Romazzini discursa no encerramento da Semana Villa Lobos
Na segunda-feira, dia 29 de junho, se encerrou a Semana Cultural Villa Lobos, onde o Profº Romazzini, discursou e fez uma rápida tragetória na vida do compositor.
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